quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Aulas de aeróbica para a cabeça e para a caneta

" Foi já quase há duas décadas que Ana Hatherly, com quem partilhava salas de aulas na Universidade Nova, desafiou Rui Zink para algo virgem em Portugal: cursos de escrita criativa. Foi como que o pioneiro. Hoje, é raro leccionar aulas de escrita criativa, porque requer «muita energia anímica» - «as pessoas empenham-se muito mais do que se fossem ter aulas de inglês», explica. Com um olhar mais distanciado, Zink vê vantagens claras na frequência destes cursos, sobretudo para quem quer testar a sua veia literária, mas não só.
« Ajuda a perceber se se quer escrever ou não », mas aprofunda, noutra latitude: « Faz melhores leitores. » Para quem escreve, os benefícios parecem óbvios. « As aulas são como jogos de salão com o princípio do rei que manda. Cria-se um círculo de pessoas que se empenham no trabalho », resume, notando que estes cursos requerem uma certa prática: « Para ser eficaz é preciso longa duração, que cada curso dure cerca de um ano à média de duas aulas por semana ». Diz isto e sublinha a evolução:
« Hoje há muito boa gente a dar cursos, como por exemplo o Pedro Sena Lino na Companhia do Eu ».

Artigo retirado do jornal "Diário de Notícias"

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