segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Pego nesta matéria e dou-lhe a forma ...

Pego nesta matéria e dou-lhe a forma ... da sua própria forma sem forma.
Matéria-prima, bruta, amarela. Amarela da cor do sol. Sol. Energia, alegria, mas ao mesmo tempo tão fria.
E é à medida que vai tomando contacto com as minhas mãos, as mãos da civilização, que abandona a sua frieza característica e entrega-se de livre vontade à minha vontade, ao meu desejo, ao meu querer.
Em vão tento e tento moldá-la em qualquer coisa que funcione como um resgate do meu sofrimento, mas sofro ainda mais ! Moldar o quê no quê ? pergunto a mim própria, se nem eu sei aquilo que de momento quero ou até mesmo quem sou !
Pois então, assim deixo-a entregue, não sem alguma inveja, ao seu próprio destino de simples, livre e despreocupada plasticina.

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