quarta-feira, 17 de junho de 2009

Danças Cúmplices

- Olho-te nos olhos com mais ousadia. Aproximo os lábios, não te posso ouvir, quero beijar, e beijar, e beijar ! Quero beijar, e beijar, e beijar.

- São os teus olhos que brilham na primeira luz de cada manhã. O quarto onde dormimos abraçados estavam cheios de momentos que passaram devagar para a eternidade.
Enquanto dormias, a tua respiração era a manhã a respirar lentamente em todos os lugares iluminados do mundo. Os teus olhos fechados eram a manhã lenta.

- A memória de ti é o único refúgio seguro que encontro para te olhar. Vivo ao tutano cada sopro da tua imagem como que contemplando ...

- Existes sempre na memória que me enche de sonhos. Os teus dedos tocam-me dentro dos sonhos. Nos teus lábios, imagino beijos. Perco-me no mundo e nem imaginas como o meu peito fica vazio depois de partires. O teu sorriso existe ainda dentro de mim, mas já não és tu. É a tua imagem. Não penso para onde foste porque o meu peito, sem ti, fica atravessado por lâminas.
Fecho os olhos para te ver e para não chorar. Fico acordada de noite, com a esperança secreta de que possas regressar, pois um instante na memória de chegares é mais valioso do que jardins. do que montanhas. do que anos de tempo.

- Sinto-me cansado de lutar, estou vulnerável, preciso de colo, como uma criança que embala no doce aconchego do amor, pois para mim só a água onde bracejo me lembra onde posso estar contigo quando sonho com a paz. Sim, a paz de estar em paz. A paz de espírito, a paz do Amor.

- Amo-te, meu amor. Não por tédio, por solidão ou por capricho. Amo-te porque o desejo de ti é mais forte do que qualquer felicidade.

- Parece que para conhecer a felicidade, precisamos também de ver o tédio, experimentar a solidão e compreender o capricho. Mas só eu sei o que sinto por ti ! O meu pedaço de felicidade passa pelo amor que experimento quando a imagem de ti atravessa o meu coração.