segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Instante Eterno

- Aqui e agora. A prudência do controlo da emoção que esvoaça na criativa imaginação do sentir, onde o impulso para amar não é contido por energias dos meus pensamentos. Porque este descontrolo sem controlo da razão para o encontro com o momento da dor, da ansiedade, da incerteza, da tempestade onde não se consegue tocar por entre a confusão ludibriante dos afectos sentidos. O que sinto deixou de fazer sentido pois há muito que perdi o amor. Talvez o colo que sempre precisei para celebrar o dito inevitável amor.

- No instante eterno da memória do nosso tempo, as emoções esvoaçam livremente, ultrapassando os limites da prudência e desafiando as grilhetas dos pensamentos que tentam aprisionar o poder deste sentimento belo e terno no seu ingénuo sentir.
E é quando a razão anestesia a tua dor, controla a tua ansiedade, acentua a incerteza da tua certeza e acalma de forma efémera a tua tempestade interior, que a aurora dos sentidos ribomba tempestuosamente despertando uma vez mais de forma doce, mas exponencialmente poderosa nos recônditos cantos do teu coração.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Meu Amor

Meu amor, é tão mais fácil pensar que amas quando tudo corre bem, quando todas as pessoas apoiam esse sentimento, quando o doce aroma da razão tenta-te levar para longe da minha brisa.
Acredito que penses que não seja realmente possível amar enquanto és acometido por dificuldades e provações, e perante a certeza de que tudo e todos estão contra ti. E é precisamente quanto tu te encontras em dificuldade e tens tendência para fechar o coração e bloquear o fluxo do meu amor, que este corre ainda com mais intensidade na sua verdade inquestionável.
A minha brisa é terna, mas também forte e perseverante. Inquebrável e intocável. E tal como a água, vai abrindo passagem no mais empedernido dos corações.
Ela conhece e sente o teu amor, sabendo agora que não pode nem sabe como fugir dele. Também sabe que não o quer reter, pois à menor tentativa escapar-se-á como água entre os dedos.
Sabias meu amor, que não te posso possuir nem ao teu amor ? Ele é livre como o vento e vai onde quer, sem barreiras ou limitações. Com ele virá a liberdade, aquela que libertará e quebrará as grilhetas da tua alma aprisionada ainda pelo medo e pelo aroma agridoce da razão.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ando à busca de mim

Ando à busca de mim, sem me encontrar
Por caminhos, veredas e valados,
Por matas, selvas virgens e silvados,
De dia, em noite escura ou ao luar.
Afinal, o que sou ?
Sou um acervo incrível de emoções
Carregadas de tais contradições,
Que me fazem sofrer horrivelmente.

Cheguei bem !

Pela brisa nocturna penetrei enfiado na doce companhia da tua estrelinha, que iluminava o escuro caminho por ao som dos sentidos me guiou ao meu destino, aquele do quente afecto que me desperta o sentir de ti agora que acabo de chegar ao sítio da minha casa, residência do sentido do nosso Amor ! Bom, cheguei bem ! Bjs

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Ser Diferente

Também eu sou diferente, não especial, mas simplesmente diferente. Desde sempre que assim me sinto ... viajante intemporal de um destino único, de uma aventura sem igual entre tantas outras.
Se gosto de ser diferente, perguntas tu ?
Sim, gosto !
Se sou feliz assim ?
Muitas vezes. Mas são inúmeras as alturas em que sofro e choro. Incompreendida num mundo no qual imperam o materialismo, as convenções, o moralismo, a hipocrisia ! A razão e não o coração. O corpo e não a alma. A aparência e não a essência.
Entristece-me saber que pertencemos a uma sociedade transformada num mercado de tédio, sem poesia e sensibilidade, em que somos constantemente avaliados pela marca da embalagem e não pela qualidade do conteúdo.
E por isso viajo para bem longe ... viajo pela arte de ler. A realidade é dolorosa e imperfeita e magoa, mesmo quando, por instantes, nos parece um sonho. Descobri então que nos livros está tudo o que existe, muitas vezes em cores mais autênticas, e sem a dor verídica de tudo o que realmente existe.
Mas ainda assim, e apesar das lágrimas vertidas, nunca deixarei de amar as coisas mais simples; de fazer de cada aurora um momento de meditação; de considerar o orvalho da manhã como pérolas anónimas que por instantes aparecem e logo se dissipam, sendo apenas notados pelos seres sensíveis e até de despedir-me da Lua como quem se despede de uma amiga.
Enfim, nunca deixarei de ser eterna sonhadora, poetisa da vida e arquitecta de belos castelos no ar.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Brisas

- As brisas, será que passam pelos becos ? Ou serão os becos que não deixam as brisas passar ? Sinceramente é o ar da brisa que preciso para viver, para encontrar e experimentar o suave perfume da flor que liberta os sentidos de quem adormece no crepúsculo da confusão, de onde se esconde no colo da fantasia, ansiando pela aurora fascinante da redescoberta da sua verdade então envolta nas brisas inebriantes dos becos do dito inevitável Amor !

- A brisa da aurora deambula livremente, sem grilhetas ou grilhões, por entre as frágeis paredes dos becos. Passa-as melifluamente, sorrindo suavemente para os seus cantos e recantos escuros, cantando e encantando quem com ela se cruza.
Fonte da vida, guardiã da felicidade eterna, lança feitiços perfumados de amor mágico, esquecendo-se que ela própria apenas a ELE pertence.

sábado, 7 de novembro de 2009

Aurora

- Brisas, Brisas, Brisas, é o que me assalta a emoção. Devasta e ocupa copiosamente o meu pensamento. Sei hoje o que posso dizer sobre a amor e sinto o quanto sofro por o conhecer, é uma imensidão de brisas sedosas que se passeiam em cascatas frescas e tumultuosas procurando o repouso no sossego silencioso do lago do afecto onde a clareza se reflecte e confunde com a Lua, local de todos os sonhos que se querem realizados. São as dores de outros amores que me deixam ainda adormecido para a celebração do dito inevitável Amor, que corrompe a lógica da brisa do pensamento. Como sufoco por encontrar a chave das grilhetas que apertam a minha alma. Mas só a tua brisa me leva ao mundo gracioso da dor, ou seja, do dito Amor.

- Brumas, Brumas, Brumas é o que me assalta o coração.
Toldam de melancolia a minha natureza alegre. Sempre soube o que dizer sobre o Amor ... nunca pensei vir a sofrer por causa dele. Amar é navegar pelas águas das incertezas ao sabor das correntes contrárias que redemoinham a tua alma. É ondular docemente ao ritmo suave da brisa que embala a tua dor. É sentir o fogo a queimar os teus limites. O controlo a desaparecer por entre as areias movediças.
São as reminiscências de outros amores que corrompem não a lógica da brisa do pensamento, mas sim a lógica da brisa do sentimento e que corroem a celebração do dito inevitável Amor.
Apenas na liberdade tormentosa dos vendavais, maremotos e terramotos encontrarás, finalmente, a clareza necessária para seguires as singelas nuances que conduzirão à chave das grilhetas do teu corpo.
A minha brisa viaja pela essência do teu mundo, despertando a aurora da tua alma há muito adormecida pelo crepúsculo morno do dia entretanto extinto.