sábado, 7 de novembro de 2009

Aurora

- Brisas, Brisas, Brisas, é o que me assalta a emoção. Devasta e ocupa copiosamente o meu pensamento. Sei hoje o que posso dizer sobre a amor e sinto o quanto sofro por o conhecer, é uma imensidão de brisas sedosas que se passeiam em cascatas frescas e tumultuosas procurando o repouso no sossego silencioso do lago do afecto onde a clareza se reflecte e confunde com a Lua, local de todos os sonhos que se querem realizados. São as dores de outros amores que me deixam ainda adormecido para a celebração do dito inevitável Amor, que corrompe a lógica da brisa do pensamento. Como sufoco por encontrar a chave das grilhetas que apertam a minha alma. Mas só a tua brisa me leva ao mundo gracioso da dor, ou seja, do dito Amor.

- Brumas, Brumas, Brumas é o que me assalta o coração.
Toldam de melancolia a minha natureza alegre. Sempre soube o que dizer sobre o Amor ... nunca pensei vir a sofrer por causa dele. Amar é navegar pelas águas das incertezas ao sabor das correntes contrárias que redemoinham a tua alma. É ondular docemente ao ritmo suave da brisa que embala a tua dor. É sentir o fogo a queimar os teus limites. O controlo a desaparecer por entre as areias movediças.
São as reminiscências de outros amores que corrompem não a lógica da brisa do pensamento, mas sim a lógica da brisa do sentimento e que corroem a celebração do dito inevitável Amor.
Apenas na liberdade tormentosa dos vendavais, maremotos e terramotos encontrarás, finalmente, a clareza necessária para seguires as singelas nuances que conduzirão à chave das grilhetas do teu corpo.
A minha brisa viaja pela essência do teu mundo, despertando a aurora da tua alma há muito adormecida pelo crepúsculo morno do dia entretanto extinto.

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