segunda-feira, 29 de março de 2010

M de Memória

Escrevo pela ausência de sentimento em mim mesma e tomo nota da tua.
Enquanto decorre este permanente estado de sítio declaro auto-calamidade emocional.
Apesar de tudo, a memória continua a querer perseguir instantes que já morreram.
E é essa perseguição, esse prolongado choro de dor, essa dor resvalante que mói, mói, macera, repisa e atormenta.
Sei que de uma forma ou de outra, todos somos caídos, mercê de desgostos, lamentos, mentiras, perigos, traições. Há quem consiga fugir, na vã tentativa de escapar à já referida perseguição de dolorosas lembranças, há. Outras, não o conseguem, não. Porém, ambas as decisões são ociosas: nada resolvem: estou a aprender que a memória é um juiz inclemente !

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