domingo, 6 de fevereiro de 2011

Viagens

Quando descem as pálpebras, abre-se o silêncio da plácida contemplação de mim e começo a viajar.
Há viagens que temos que fazer dentro de nós. Nelas encontramos vivências, lugares, afectos desaguados em estranhas penumbras de nada.
Regresso.
E quando regresso retoco de cor alguns buracos de mágoa, enquanto guardo na mão o querer, o querer aceder àquele assustador mas deslumbrante mundo de mim.
Aquele mundo que te evoca no lugar do amor !
E lembro-me sempre da Lua.
Lua que mora no arco do céu. Cigana aninhada num sonho só seu. Recortei a Lua ... seu olhar moreno, seu peito vadio amargo veneno. Pendurei seu seio no canto onde o sonho se casa com o meu.

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