segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O mar fala de ti


Tenho saudades da tua mão na minha. Do tempo que sem ser nosso roubávamos sem pensar. Tenho saudades das nossas palavras desassossegadas e da sensação no meu corpo de que o mar estava perto.
Não sei onde estás quando hoje olho o mar, quando invento as palavras ou a dor e depois, sabes, parece noite ...
Caiu a noite sobre o nosso mar, pesada de silêncios e de abandonos.
Contemplo as ondas desfeitas e as tuas palavras perdidas nas suas espumas.

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