segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Gaia, Filha do Caos

- "Gostava de estar contigo no mar ... no fundo. Aprender a nadar no oceano que é uma extensão de ti. Sentir que poderíamos ficar no fundo do mar eternamente ... num beijo, num fôlego. Uma inspiração para viver na Terra, em alternativa à saudade da queda do anjo em Gaya. A memória da água matricial. Tudo se movimenta no caos orgânico da criação. Para que o silêncio sagrado conquiste pela espada do tempo o seu espaço no céu. No fundo onde a erupção transforma o fogo em vida. Beijo-te."
 
PAS: - Sinto-me a flutuar nas águas calmas de um rio, na emotividade de uma alma sensível.
Não sem algum medo, volto a mergulhar no oceano. Lugar cósmico, divino, que dissolve as dores, os receios.
As correntes marítimas da quietude acariciam cada poro da minha pele. Eram as correntes ou serias tu?
A serenidade cede lugar ao tumulto das emoções e ondas súbitas arrastam-me para Terra, para Gaia, filha do Caos, irmã da Noite e do Amor.
Vagueio perdida, com saudades daquele toque de água. O vento revolteia os meus longos cabelos. Leva para longe as lágrimas que surgiram no azul de Larimar.
Ao longe, ouve-se uma erupção. Do vulcão Sapporo são expelidos os mais diversos cristais.
Zéfiro e Nótus, ventos do Sul e do Oeste, trazem até mim uma Tempest Stone, pedra caótica da tempestade. Nela visualizo as tonalidades do Cosmos. Visualizo-te. Sinto-te e beijo-te.

sábado, 25 de agosto de 2012

Há imagens (e sequências das mesmas) que nos inspiram a escrever. Que levam a nossa imaginação a voar por entre os limites de um sonho ... ;)

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Luz em trânsito


Som de água no qual flutuo sempre que ocorrem desaguares turbulentos. Único na sua forma bela de fazer vir à superfície as tonalidades escuras e sombrias do Mar.
Negro? Contraditório? Talvez para muitos. Certamente não para todos.
Uma lágrima corre. Dor. Maldito sejas tu, Ego, e os teus apegos ao que é efémero e meramente transitório.
Que o sofrimento ceda lugar à tranquilidade quando confrontado com a realidade da transmutação de mais um ser de luz. Que a harmonia o envolva em mais uma viagem. O embale e o guie por entre as estrelas, por entre as dimensões, por entre os trânsitos.
De tão forte a luz com que nos presenteou, sensível a "mensagem" que deixou e profundas as linhas não escritas com que traçou os contornos de tantas almas, não me "chocou" que a sua passagem por este pequeno lugarejo do Universo não precisasse de ter sido longa.
Longa em termos quantitativos, se é que me entendem !!!
Por cá, vê-se, lê-se, ouve-se, sente-se a sua morte como trágica, chocante, prematura ...
Não gosto da palavra morte nem do sentido que enclausura em si mesma. Nem tão pouco concordo com os termos ou conceitos com que a associaram.
Trânsito. Evolução. É assim que sinto a sua partida.
E que serena seja a sua chegada ao outro lado, a um outro plano existencial, um outro mundo. Ainda mais plena de luz sei que será. E nem poderia ser de outra forma.
Um até já, Bernardo Sassetti !

sábado, 7 de abril de 2012

Eclipse dos Sentidos

- "O nosso tempo chegará com a maturidade da Primavera e com a lassidão do tempo não cronológico. Nessa altura estaremos preparados para estar completamente um com o outro. Será a beleza a falar connosco, a dirigir-se a nós. Sejamos pacientemente activos."

- Sejamos então pacientemente activos.
Quando as cores que preenchem os quadros das nossas essências tornarem-se ainda mais vivas. De tal forma vivas e brilhantes que ofuscarão a constante apreensão da ilusão tempo.
Eclipse dos sentidos !